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sábado, 10 de dezembro de 2011

BUBUM DURINHO: CHEGUE LÁ COM ESTA SÉRIE CAMPEÃ

Agachamento fechado
Agachamento fechado: Em pé, flexione as pernas, levando o bumbum para trás, mantendo o tronco reto e estenda (mas não totalmente) as pernas para cima novamente. Faça 3 séries de 20 repetições.

Elevação de quadril
Elevação do quadril: deitada de barriga para cima, mantenha a as pernas flexionadas. Eleve o quadril e deça novamente, sem encostar no chão. Faça duas séries de 30 repetições.

Agachamento afundo

Agachamento afundo Em pé, mantenha as pernas afastadas. Coloque a perna direita na frente. Flexione as duas pernas e estenda-as novamente. Segure um pesinho de 3 kg em cada mão. Se não conseguir manter o equilíbrio no início, deixe os pesinhos de lado e segure em algum lugar. Faça 1 série de 20 repetições e depois vá para o glúteo solo (a seguir). Depois volte para o agachamento afundo, fazendo 3 séries de cada exercício. A perna que permanece na frente durante o afundo é a mesma que deve ser elevada no glúteo solo.
Glúteo solo

Glúteo solo Deite-se no colchonete, apoiando-se nos braços e nos joelhos. Eleve a perna que estava na frente no exercício anterior para cima e desça novamente. Faça 3 séries de 20 repetições alternadas com 3 séries de 20 repetições do agachamento afundo e depois mude o lado ou a perna, fazendo também 3 séries de 20 repetições de cada exercício para o outro lado.

Lateral deitada

Lateral deitada Deite-se de lado. Eleve a perna de cima e desça-a novamente. Faça 10 repetições. Depois flexione a mesma perna à frente do corpo e estenda na diagonal, fazendo mais 10 repetições. Faça 3 séries de 20 repetições de cada lado.

Professor: Fabio Rodrigues
FONTE: http://www.minhavida.com.br/conteudo/10282-bumbum-durinho-chegue-la-com-esta-serie-campea.htm?ordem=5#gal


11 BENEFÍCIOS DA CAMINHADA PARA O CORPO E MENTE

Você conhece algum exercício mais fácil de praticar do que a caminhada? Ela não exige habilidade, é barata, pode ser feito praticamente a qualquer hora do dia, não tem restrição de idade e ainda pode ser feita dentro de casa se a pessoa tiver uma esteira. "Para uma pessoa que não pratica nenhum tipo de esporte, uma caminhada de 10 minutos por dia já provoca efeitos perceptíveis ao corpo, depois de apenas uma semana, explica o fisiologista do esporte Paulo Correia, da Unifesp. Além da melhora do condicionamento físico, as vantagens de caminhar para a saúde do corpo e da mente são muitas, e comprovadas pela ciência. O Minha Vida reuniu 11 benefícios que esse hábito pode fazer para você. Confira aqui e movimente-se: 
Caminhada com os filhos

1.Melhora a circulação

Um estudo feito pela USP, de Ribeirão Preto, provou que caminhar durante aproximadamente 40 minutos é capaz de reduzir a pressão arterial durante 24 horas após o término do exercício. Isso acontece porque durante a prática do exercício, o fluxo de sangue aumenta, levando os vasos sanguíneos a se expandirem, diminuindo a pressão.  
Dicas para começar a fazer caminhada e corrida
Além disso, a caminhada faz com que a as válvulas do coração trabalhem mais, melhorando a circulação de hemoglobina a e oxigenação do corpo. "Com o maior bombeamento de sangue para o pulmão, o sangue fica mais rico em oxigênio. Somado a isso, a caminhada também faz as artérias, veias e vasos capilares se dilatarem, tornando o transporte de oxigênio mais eficiente às partes periféricas do organismo, como braços e pernas", explica o fisiologista Paulo Correia. 

2.Deixa o pulmão mais eficiente

O pulmão também é bastante beneficiado quando caminhamos. De acordo com Paulo Correia, as trocas gasosas que ocorrem nesse órgão passam a ser mais poderosas quando caminhamos com frequência. Isso faz com que uma quantidade maior de impurezas saia do pulmão, deixando-o mais livre de catarros e poeiras.

"A prática da caminhada, se aconselhada por um médico, pode ajudar também a dilatar os brônquios e prevenir algumas inflamações nas vias aéreas, como bronquite. Em alguns casos mais simples, ela tem o mesmo efeito de um xarope bronco dilatador", explica. 

3. Combate a osteoporose

O impacto dos pés com o chão tem efeito benéfico aos ossos. A compressão dos ossos da perna, e a movimentação de todo o esqueleto durante uma caminhada faz com que haja uma maior quantidade estímulos elétricos em nossos ossos, chamados de piezelétrico. Esse estímulo facilita a absorção de cálcio, deixando os ossos mais resistentes e menos propensos a sofrerem com a osteoporose
Esteira
 "Na fase inicial da perda de massa óssea, a caminhada é uma boa maneira de fortalecer os ossos. Mesmo assim, quando o quadro já é de osteoporose, andar frequentemente pode diminuir o avanço da doença", diz o fisiologista da Unifesp.

4. Afasta a depressão

Durante a caminhada, nosso corpo libera uma quantidade maior de endorfina, hormônio produzido pela hipófise, responsável pela sensação de alegria e relaxamento. Quando uma pessoa começa a praticar exercícios, ela automaticamente produz endorfina.

Depois de um tempo, é preciso praticar ainda mais exercícios para sentir o efeito benéfico do hormônio. "Começar a caminhar é o inicio de um círculo vicioso. Quando mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, o que te dá mais ânimo. Esse relaxamento também faz com que você esteja preparado para passar cada vez mais tempo caminhando", explica Paulo Correia. 

5. Aumenta a sensação de bem-estar

Uma breve caminhada em áreas verdes, como parques e jardins, pode melhorar significativamente a saúde mental, trazendo benefícios para o humor e a autoestima, de acordo com um estudo feito pela Universidade de Essex, no Reino Unido.

Comparando dados de 1,2 mil pessoas de diferentes idades, gêneros e status de saúde mental, os pesquisadores descobriram que aqueles que se envolviam em caminhadas ao ar livre e também, ciclismo, jardinagem, pesca, canoagem, equitação e agricultura, apresentavam efeitos positivos em relação ao humor e à autoestima, mesmo que essas atividades fossem praticadas por apenas alguns minutos diários.  
"Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento."

6. Deixa o cérebro mais saudável

Caminhar diariamente é um ótimo exercício para deixar o corpo em forma, melhorar a saúde e retardar o envelhecimento. Entretanto, um novo estudo da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, mostra que esse efeito antienvelhecimento do exercício pode ser possível também em relação ao cérebro, ao aumentar seus circuitos e reduzir os riscos de problemas de memória e de atenção. "Os estímulos que recebemos quando caminhamos aumento a nossa coordenação e fazem com que nosso cérebro seja capaz de responder a cada vez mais estímulos, sejam eles visuais, táteis, sonoros e olfativos", comenta Paulo Correia. 
O que comer antes dos exercícios físicos?
Outro estudo feito pela Universidade de Pittsburgh, afirma que as pessoas que caminham em média 10 quilômetros por semana apresentam metade dos riscos de ter uma diminuição no volume cerebral. Isso pode ser um fator decisivo na prevenção de vários tipos de demência, inclusive a doença de Alzheimer, que mata lentamente as células cerebrais. 

7. Diminui a sonolência

A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite.

"Como o corpo inteiro passa a gastar energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia e, consequentemente, não tem sonolência no dia seguinte", completa o especialista da Unifesp. 

8. Mantém o peso em equilíbrio e emagrece

Esse talvez seja o benefício mais famoso da caminhada. "É claro que caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima de gorduras localizadas", afirma Paulo Correia. 
E o papel da caminhada na perda de peso não para por aí. Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscular. 
Esteira
A conclusão foi de que os músculos dos atletas convertem constantemente mais energia em calor do que os de indivíduos sedentários. Isso ocorre porque quem faz um treinamento intensivo de resistência, como é o caso da caminhada, tem um metabolismo mais acelerado. 

9. Controla a vontade de comer

Um estudo recente feito por pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, sugere que fazer caminhadas pode conter o vício pelo chocolate. Durante o estudo, foram avaliadas 25 pessoas que consumiam uma quantidade de pelo menos 100 gramas por dia de chocolate. Os chocólatras tiveram que renunciar ao consumo do doce e foram divididos em dois grupos, sendo que um deles faria uma caminhada diária. 
Os pesquisadores perceberam que não comer o chocolate, juntamente com o estresse provocado pelo dia a dia, aumentava a vontade de consumir o doce. Mas, uma caminhada de 15 minutos em uma esteira proporciona uma redução significativa da vontade pela guloseima.

"Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem o estresse, efeito que muitas pessoas buscam compulsivamente na comida", afirma Paulo Correia.  

10. Protege contra derrames e infartos

Quem anda mantém a saúde protegida das doenças cardiovasculares. Por ajudar a controlar a pressão sanguínea, caminhar é um fator de proteção contra derrames e infarto. "Os vasos ficam mais elásticos e mais propícios a se dilatarem quando há alguma obstrução. Isso impede que as artérias parem de transportar sangue ou entupam", diz Paulo.

A caminhada também regula os níveis de colesterol no corpo. Ela age tanto na diminuição na produção de gorduras ruins ao organismo, que têm mais facilidade de se acumular nas paredes dos vasos sanguíneos e por isso causar derrames e infartos, como no aumento na produção de HDL, mais conhecido como colesterol bom. 

QUEIME GORDURAS E MANDE O ESTRESSE PARA LONGE COM O BOXE

     "O boxe é o esporte para aquele dia que você chega em casa e tem vontade de chutar o cachorro. Em vez disso, vai para a academia". É assim que Miguel de Oliveira, professor da Cia Athletica e campeão mundial de médios-ligeiros, define o esporte. Uma prática que alia defesa pessoal ao condicionamento físico, coordenação motora e o fortalecimento da musculatura. Além disso, a atividade manda o estresse para longe.
      Uma aula de uma hora gasta de 600 até 1.000 calorias, dependendo da intensidade do exercício. "Ninguém pratica para competir", diz Miguel. "O
boxe nas academias é voltado para o ato recreativo, educativo e terapêutico", explica. É o esporte para quem precisa extravasar e pode fazer isso de uma forma direcionada. Como toda atividade física, o boxe libera endorfina, substância produzida pelo cérebro que gera uma sensação de bem-estar.  
Queime gorduras e mande o estresse para longe com boxe - Foto: Getty Images
     Se você torce o nariz porque acha que esse é um esporte para homens, deixe o preconceito de lado! Nas academias, muitas aulas já têm mais mulheres do que rapazes.
     Vale lembrar: treinar boxe não significa, necessariamente, que você vai "sair na porrada" com outros alunos. É você que decide se vai "fazer luvas" ou não. Isto é, entrar no ringue para lutar de verdade. O treino tem várias outras etapas. O aquecimento começa com o aluno pulando corda. Depois vêm os treinos de sombra e esquiva, em frente ao espelho, ou com um colega. Em seguida, os alunos partem para o treino nos sacos de areia, ou na pushing ball (aquela bola em forma de gota presa no teto).  
Queime gorduras e mande o estresse para longe com boxe - Foto: Getty Images
     O boxe modela, em especial, os músculos dos braços, ombros, peitoral, e abdômen. Mas também exige, e muito, dos membros inferiores. A movimentação das pernas e a postura são a base do exercício. Os joelhos devem ficar sempre levemente flexionados, inclinados para a direita ou esquerda, sempre na mesma posição do tronco. Se você for deferir um golpe com a mão direita, por exemplo, vai girar o corpo para seu lado esquerdo. Mantenha as mãos sempre na altura do queixo para que o golpe seja certeiro. A força do soco vem do quadril, então você também acaba definindo a musculatura do abdômen. Além de melhorar a postura, reforçando a lombar.
     Com uma frequência regular, de duas as três vezes por semana, dá para ver os resultados em menos de quatro meses de treinamento. Mas, claro, isso depende do desempenho do aluno. No geral, não há contra-indicações. O boxe pode ser praticado por crianças a partir dos 10 anos até idosos.
     Claro, sempre seguindo orientações médicas, especialmente para quem tem qualquer tipo de lesão, problema cardíaco, ou sofre de pressão alta. 


Professor: Fabio Rodrigues
FONTE: http://www.minhavida.com.br/conteudo/12779-queime-gorduras-e-mande-o-estresse-para-longe-com-boxe.htm

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Correr descalço na areia da praia fortalece a musculatura dos pés

 Estudos comprovam que a preocupação com os músculos e com a parte cardiorrespiratória descuida de uma parte importante do corpo: os pés.

Cada vez mais protegidos com tênis de última geração, seus músculos vêm sendo menos exigidos graças aos calçados confortáveis.

No entanto, a musculatura do pé quando não é trabalhada, pode causar uma série de problemas que podem prejudicar até mesmo as articulações e o equilíbrio.

Recentemente um estudo americano ressaltou a importância de procurar correr sem tênis. Eles apontam a areia da praia com o terreno perfeito para desenvolver essa musculatura esquecida das salas de musculação.

Ao correr na areia fofa, é desenvolvido o equilíbrio e a força. O piso irregular obriga a musculatura dos pés a se desenvolver e alongar de forma natural e saudável.


Professor: Fabio Rodrigues
FONTE: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/correr-descalco-na-areia-da-praia-fortalece-a-musculatura-dos-pes/

ATIVIDADE FÍSICA COMO FORMA DE TRATAMENTO DE VARIZES


Normalmente as DVP são tratadas com medicação, que visa melhorar o fluxo sanguíneo como, por exemplo, a aspirina e/ou cirurgia, que compromete a autonomia dos pacientes e eleva os custos com saúde pública, além de apresentarem sucesso de forma apenas temporária (1).

Por outro lado, os exercícios físicos atuam na prevenção e no tratamento das DVP, minimizando os sintomas da doença, e interferindo nos fatores de risco modificáveis, causando alterações morfológicas e funcionais positivas, além de praticamente não apresentarem custos (1). Os efeitos advindos da atividade física irão depender do tipo de atividade, sua duração e sua intensidade (4).

A intervenção dietética também deve ser considerada, uma vez que além de potencialmente influenciar em alguns fatores de risco modificáveis, a baixa ingestão de cobre, por exemplo, está associada ao mau funcionamento do sistema cardiovascular (5).

Exercícios aeróbios e de musculação, devem ser muito bem pensados e prescritos, principalmente em indivíduos sedentários, uma vez que seus reflexos na circulação sanguínea, levando em consideração a atividade, a intensidade, e a duração, podem ou não debilitar ainda mais um sistema já fragilizado (4). As recomendações quanto ao modo de progressão nos exercícios, não está claramente descrita, dependendo em grande parte da percepção individual de bem estar do indivíduo e da experiência do profissional que supervisiona os exercícios (1). Exercícios em meio líquido podem ser boas estratégias, sobretudo pela melhora do fluxo sanguíneo e possível redução de edemas (1).


Benefícios com a prática da atividade física
Fluxo sanguíneo periférico Melhora
Viscosidade sanguínea Redução
Metabolismo músculo-esquelético Melhora
Sintomas de dor Redução
Alguns fatores de risco cardiovascular Redução
Percepção de bem estar Aumento
Qualidade de vida Aumento

Conclusão

Cada vez mais nos mostra a ciência que bons hábitos de vida – incluindo boa alimentação, atividade física regular, combate ao tabagismo e ao estresse – além de agirem como profilaxia para diversos males, serve de ótima estratégia para a melhora da saúde e da vida das pessoas.

Portadores de DVP podem se beneficiar tanto de exercícios aeróbios quanto de exercícios de força, que melhorem e estejam diretamente ligados as atividades de vida diária. Nunca é demais ressaltar que o treinamento físico deve melhorar o estado funcional do indivíduo, melhorando sua capacidade física para a vida, da forma mais abrangente possível, sem limitar seus interesses e reais necessidades.


Professor: Fabio Rodrigues
FONTE: http://www.google.com.br/imgres?q=EXERCICIO+F%C3%8DSICO+E+VARIZE

A RELAÇÃO ENTRE VARIZES E EXERCÍCIO FÍSICO

 As varizes constituem um problema no retorno do sangue venoso para o coração. No caso dos membros inferiores após chegar aos pés com a ajuda do bombeamento cardíaco e da força da gravidade, o sangue arterial precisa retornar sob a forma de sangue venoso sem a ajuda eficiente do coração  e contra a gravidade que deixou de ser aliada para tronar-se inimiga.
A força responsável pelo retorno do sangue perna acima vem da contração dos músculos da panturrilha. Uma vez contraídos eles comprimem as veias forçando o seu esvaziamento, assim o sangue se vê obrigado a ascender pois o mecanismo valvular presente no sistema venoso impede o fluxo em sentido contrário. Esse mecanismo de funcionamento é chamado de coração periférico.
Exercícios físicos em geral, principalmente os aeróbicos, onde há contrações repetidas dos músculos da panturrilha são extremamente benéficos ao sistema circulatório dos membros inferiores. Não há comprovação de que determinado tipo de exercício seja prejudicial ou desencadeante de varizes.
O indivíduo deve sempre ser estimulado a manter-se ativo fisicamente sob pretexto de preservar a saúde como um todo e o bom funcionamento do sistema circulatório dos membros inferiores.

Professor: Fabio Rodrigues

ARTRÍTE E EXERCÍCIO FÍSICO, COMO PROCEDER?

   Existem mais de 100 formas de artrite e outras doenças reumáticas. Essas enfermidades podem causar dor, rigidez e inchaço nas articulações e outras estruturas de apoio do corpo como músculos, tendões, ligamentos e ossos.
Algumas formas também podem afetar outras partes do corpo incluindo órgãos internos.
Exemplos de doenças reumáticas
• Osteoartrite
• Artrite reumatoide
• Fibromialgia
• Lúpus eritematoso sistêmico
• Escleroderma
• Artrite reumatoide juvenil
• Espondilite anquilosante
• Gota
Estudos têm mostrado que exercícios físicos ajudam pessoas com artrite de várias formas, contribuindo para o bem estar do individuo. Os exercícios físicos diminuem a rigidez articular e a dor, aumentam a flexibilidade e a força muscular, melhoram a saúde do coração e reduzem o peso corporal.

  Dessa forma, os exercícios são uma parte essencial no tratamento amplo para a artrite. Planos de tratamento podem incluir descanso e relaxamento, dieta apropriada, medicação, e orientação sobre o melhor uso das articulações e modos de conservar energia (ou seja, não desperdiçar movimentos), assim como a utilização de métodos para aliviar a dor.
Em um tratamento não medicamentoso para o quadro de artrite, podemos incluir três tipos diferentes de exercício:
Exercícios de extensão de movimento, ou seja, movimentos amplos que darão mobilidade articular (por exemplo alongamentos, estáticos e dinâmicos) que irão ajudar a manter a movimentação normal das articulações e aliviar a rigidez. Esse tipo de exercício ajuda a manter ou elevar a flexibilidade.
Exercícios de força (por exemplo musculação) ajudam a manter ou aumentar a força muscular. Músculos fortes ajudar a dar apoio e proteger as articulações afetadas pela artrite.
Exercícios aeróbicos ou de resistência (por exemplo andar de bicicleta) elevam o condicionamento cardiovascular, auxiliam no controle de peso e melhoram as funções gerais. O controle de peso pode ser importante para pessoas que têm artrite devido à pressão a mais do peso extra em várias articulações. Alguns estudos mostram que o exercício aeróbico pode reduzir a inflamação em algumas articulações.
Como todo tipo de tratamento, devem ser seguidas algumas orientações para a obtenção de um resultado eficaz e que não seja prejudicial para a saúde.
Sugerimos algumas orientações
* Procure um profissional especializado;
* Faça alongamento e aquecimento com exercícios de amplitude de movimento;
* Comece os exercícios de musculação devagar e com pesos leves (um peso de 0,5-1,0 kg pode fazer uma grande diferença);
* Progrida devagar;
* Adicione exercícios aeróbicos;
* Pegue mais leve se as articulações ficarem doloridas, inflamadas ou com vermelhidão, e procure a causa com seu médico para eliminá-la;
* Escolha o programa de exercícios que mais goste e faça dele um hábito.
Esses tipos de exercícios podem ser realizados com as seguintes frequências
* Exercícios de extensão de movimento podem ser feitos pelo menos a cada dois dias;
* Exercícios de força podem ser realizados a cada dois dias a não ser que tenha dor severa ou inchaço nas articulações;
* Exercícios aeróbicos devem ser feitos de 20 a 30 minutos três vezes por semana a menos que tenha dor severa ou inchaço nas articulações. De acordo com a American College of Rheumatology, rotinas de 20-30 minutos pode ser feitas em incrementos de 10 minutos no curso do dia.
Assim, como qualquer outro tipo de tratamento, deve-se tomar cuidado com os excessos, exercícios intensos e/ou prolongados causam dor. Pessoas com artrite devem ter um acompanhamento personalizado para ajustar o programa de exercícios quando notarem alguns dos seguintes sintomas de exercício extenuante:
* Fadiga incomum ou persistente;
* Fraqueza elevada;
* Extensão de movimento diminuída;
* Aumento do inchaço na articulação;
* Dor contínua (dor que dura mais de 1 hora depois do exercício).
Nos quadros de uma crise seja ela geral ou local é apropriado colocar as articulações suavemente em suas amplitudes totais de movimento uma vez por dia, com períodos de repouso, durante crises agudas sistemáticas ou crises locais. O paciente pode conversar com seu médico sobre a melhor quantidade de repouso durante crises gerais ou de uma articulação.

Professor: Fabio Rodrigues