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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Terceira Idade e Exercício Fiísico

Segundo dados do IBGE do último senso de 2010, a expectativa de vida do brasileiro aumentou de 70 para 73,1 anos na última década, enquanto que a taxa de fecundidade caiu em média para dois filhos por mulher. Desta maneira, a população com 65 anos ou mais passou de 5,9%, em 2000, para 7,4% em 2010. O envelhecimento traz diversos problemas de saúde como perda de força, equilíbrio, doenças cardiovasculares, distúrbios neurológicos, psiquiátricos, alterações no ciclo do sono, entre outros.

Uma das mais importantes alterações que ocorre no envelhecimento é a perda de massa muscular esquelética, que gira em torno de 40%. Essa perda gradativa é conhecida como sarcopenia, termo genérico que indica a perda de massa, força e qualidade do músculo esquelético e que tem impacto significante na vida dos idosos dificultando a mobilidade e execução de tarefas do dia-a-dia.

Em Catanduva, grande parte dessa população passou a adotar a prática de exercícios para manter a saúde em dia. Esse é o principal fator que contribui para se ter uma velhice considerada saudável e sem nenhum tipo de contratempo. Minimizar, inclusive, os efeitos das doenças que são comuns naquela que é considerada a ‘melhor idade’.

Outro problema fisiológico do envelhecimento é a perda de massa mineral óssea. Essa perda atinge tanto homens quanto mulheres, porém ocorre com mais frequência entre essas últimas, iniciando por volta dos 45 anos. Fatores nutricionais, hormonais, genéticos e níveis de atividade física também interferem no processo de envelhecimento. Com isso, os gastos com saúde e remédios tendem a aumentar. Esse quadro pode ser amenizado com hábitos saudáveis como a prática regular de exercícios físicos.

De acordo com a Sociedade de Medicina do Esporte (SBME) e a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG), o exercício físico regular melhora a qualidade e expectativa de vida do idoso beneficiando o mesmo em vários aspectos principalmente na prevenção de incapacidades.

O exercício físico na terceira idade pode trazer benefícios tanto físicos, como sociais e psicológicos garantindo um estilo de vida mais saudável.

Desta maneira, o exercício físico atua na profilaxia de doenças melhorando os fatores de risco para o desenvolvimento de diversas patologias.

No entanto, a prescrição de exercícios deve ser feita de maneira cuidadosa e individualizada, pois cada pessoa possui diferentes problemas e dificuldades, tanto física quanto psicológica. Assim, inicialmente deve ser realizada uma avaliação global que contemple todos os aspectos do processo de envelhecimento.

A escolha do tipo de exercícios para pessoas idosas também deve ser feita com cautela, pois muitas atividades são inviáveis devido às limitações físicas impostas pelo tempo e do sedentarismo. É importante ressaltar que pela prática regular de exercícios o organismo libera maior concentração de hormônios que proporcionam a sensação de prazer e de bem-estar, diminuindo e prevenindo condições depressivas.

Outro aspecto relevante é que, com o envelhecimento, é muito comum que a rede social diminua levando ao isolamento social devido a perda de amigos e familiares. Essa condição é um agravante na debilidade física e emocional do indivíduo. Ao participar de grupos de atividade física contribui para o aumento da rede social e do autocuidado, o que proporciona uma melhor qualidade de vida.

Benefícios da prática de esportes:

:: Redução dos triglicerídeos;
:: Redução da pressão arterial e da tendência à arritmia pela diminuição da sensibilidade à adrenalina;
:: Estímulo hormonal e imunológico;
:: Redução da gordura corporal;
:: Aaumento da massa muscular;
:: Melhora da capacidade cognitiva.

Quinze minutos de exercícios por dia aumentam expectativa de vida em três anos

Fazer 15 minutos de exercícios por dia pode adicionar mais três anos a sua expectativa de vida, é o que aponta estudo realizado em Taiwan.
       De acordo com a Reuters, ainda que muitos recomendem praticar 30 minutos de atividades, cinco dias por semana, pesquisadores acreditam que essa descoberta motivará mais pessoas a se exercitarem.
       Chi Pang Wen, do Instituto Nacional de Pesquisa da Saúde de Taiwan, diz que 15 minutos de atividade moderada, como uma caminhada rápida, pode beneficiar qualquer um.
       Os pesquisadores observaram 416 mil participantes durante 13 anos e registraram os históricos de saúde e níveis de atividade física a cada ano.
       O estudo levou em consideração diferenças de idade, peso, sexo e indicadores de saúde e descobriu que os que se exercitavam, pelo menos 15 minutos por dia, aumentarem a expectativa de vida em três anos em comparação com os que eram sedentários.
       A prática de exercícios também foi associada a menor incidência de câncer e redução de mortes causadas pela doença.

Professor: Fabio Rodrigues

sábado, 22 de outubro de 2011

INTERCAMBIO - ESCOLAR

Intercambio - Basquete Escolar


Bom dia.

Gostaria de fazer um intercâmbio virtual de basquete com alunos de escolas de fora do Brasil.

Como: Via skype.

Entrariamos on-line e podemos fazer um campeonato de lances livres - cesta de três pontos - do meio da quadra etc.



Se vc é de fora do país e viu essa postagem, entre em contato.



personalfabyo@gmail.com
prof.fabyo@portalshalom.com.br


Baixos níveis de açúcar no sangue explicam por que obesos não resistem a impulsos alimentares. Queda de glucose no sangue ativa região do cérebro que regula a vontade de comer doces e lanches calóricos.

       Pesquisadores da Universidade Yale (EUA) desenvolveram um estudo com o objetivo de avaliar porque obesos têm mais dificuldades de controlar seus impulsos de consumir alimentos calóricos ou com muito açúcar.
       Quando pessoas de peso normal sentem fome, o organismo envia sinais ao cérebro que o informam que o corpo precisa de alimento. Quando essa necessidade é preenchida, o organismo se sente satisfeito e não volta a ativar o cérebro por esse motivo por aproximadamente 5 horas. Mas em pessoas obesas, o corpo pode sentir necessidade de comer apenas pouco tempo após já ter se alimentado.
        Em um experimento, os pesquisadores fizeram ressonâncias magnéticas em pessoas saudáveis, sendo que alguns indivíduos eram obesos. A ressonância mostrou que quando os níveis de glucose no sangue caem, a região do cérebro que regula impulsos não consegue controlar a vontade de que doces e lanches calóricos sejam consumidos. Uma comparação entre os resultados dos voluntários obesos e não obesos mostrou que em obesos esse impulso é especialmente forte.
         Outro resultado encontrado pelos pesquisadores mostra que em pessoas de peso normal, o desejo de comer alimentos calóricos desaparecia quando ela se alimentava e os níveis de açúcar no sangue se normalizavam. Já em pessoas acima do peso, o consumo de alimentos não reduzia o desejo. Isso pode indicar que em obesos, o mecanismo de restrição associado à glicose foi perdido, explicando porque essas pessoas sentem vontade de comer pouco tempo depois da última refeição.
         O estudo fornece informações que podem ajudar a compreensão do motivo pelo qual obesos com níveis flutuantes de açúcar no sangue têm mais dificuldades para resistirem a alimentos que podem ser prejudiciais à sua saúde e proporcionarem ganho de peso.
Professor: Fabio Rodrigues

Professora de Educação Física é eleita 'Educadora do Ano de 2011'

      Do lado de fora da estação Julio Prestes, frio e chuva fina davam um boas-vindas tipicamente paulistano aos mais de 1.200 convidados que chegavam à sala São Paulo, no coração da capital. Clima bem diferente os aguardava do lado de dentro: animação, orgulho e emoção deram o tom da maior premiação da Educação brasileira. Centenas de professores, gestores públicos e autoridades como o ministro da Educação, Fernando Haddad, o secretário estadual de Educação, Herman Woordwald e o secretário do município, Alexandre Schneider prestigiaram o evento. As estrelas da noite, entretanto, eram quase para contar nos dedos: uma coordenadora pedagógica e dez professores escolhidos como vencedores do   Prêmio Victor Civita – Educador Nota 10. Seus projetos, uma seleta do melhor ensino do país.


Escolhidos por 14 especialistas de diferentes áreas da Educação, os trabalhos vencedores destacaram-se dentro de um universo de 2.828 inscritos, enviados por professores de todas as regiões do Brasil. Um a um, os educadores vencedores eram anunciados pela atriz Denise Fraga, que conduziu a cerimônia. Em vídeos breves e tocantes, a plateia teve acesso a uma amostra dos onze projetos. Em cena, ideias transformadas em prática pedagógica eficaz, norteadas pela coerência nas sequências de atividades e processos avaliativos. No fim de cada projeção, a certeza de que as intenções cumpriram seu propósito. Geraram aprendizado.
        Já pelo fim da festa, à fruição do show de João Bosco somou-se um outro ingrediente já comum a cada edição do Prêmio: o suspense. Aos som dos primeiros acordes do violão, um grupo de seis pessoas precisou se retirar da sala. Seus nomes são referência no mundo da Educação: Maria Malta Campos, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas; Nilson José Machado, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo; Sofia Lerche Vieira, docente da Universidade Federal do Ceará; Sonia Madi, coordenadora da Olimpíada de Língua Portuguesa; Vera Placco, pesquisadora da Fundação Carlos Chagas e Ruy Aguiar, especialista de projetos do Fundo das Nações Unidas para a Infâcia (Unicef). Coube a eles a tarefa de escolher, entre os 11 finalistas, quem seria eleito Educador do Ano. “Em 2011, o conjunto de projetos esteve particularmente forte, motivo de orgulho para todos os envolvidos no processo”, afirma Regina Scarpa, presidente do júri coordenadora pedagógica da FVC.
        Às 22h30, a voz de Roberto Civita, presidente do conselho da Fundação Victor Civita pôs fim ao suspense. “Sem discurso. A educadora do ano é Fernanda Pedrosa de Paula”, representante de Minas Gerais, autora do projeto "Respeitável público: o circo na escola" que jogou luz ao trabalho de consciência corporal e inclusão de alunos com deficiência na Educação Física, com turmas de 4º e 5º anos. “Almejamos que a valorização do educador seja inerente à profissão de professor”, discursou, emocionada, enquanto a Sala São Paulo reconhecia o mérito de pé, aos aplausos.

Praticar exercícios é tão bom quanto tomar remédios para curar enxaqueca, destaca estudo. Estudo indica que os exercícios físicos têm a mesma eficiência que os remédios.

Para curar enxaquecas, médicos costumam indicar medicamentos como topiramato, que já provou ser eficaz para aliviar dores de cabeça. Mas uma outra opção poderá ser usado pelos profissionais, pois de acordo com estudo realizado pela Universidade de Gotemburgo, exercícios físicos têm a mesma eficiência que os remédios.
         A prática de atividades físicas já era indicada por alguns médicos, mas o estudo publicado na revista Cephalalgia confirmou a eficácia de 40 minutos de exercícios para quem sofre com as dores de cabeça.
         No total os cientistas observaram 91 pacientes e os dividiram em três grupos: um que se exercitou por 40 minutos três dias por semana, outro que fez exercícios de relaxamento e outro que apenas tomou a medicação.
          Por três meses os pacientes foram monitorados com relação a dores, qualidade de vida, capacidade aeróbica e níveis de atividade.
          O resultado apontou que o número de pacientes que não tiveram mais dores aumentou em todos os três grupos, sem diferença do tipo de tratamento escolhido.
          A conclusão do estudo é de que a prática de exercícios físicos pode ser útil para quem tem enxaqueca e não pode tomar remédios para resolver o problema.

Professor: Fabio Rodrigues
FONTE: http://www.educacaofisica.com.br/noticias/praticar-exercicios-e-tao-bom-quanto-tomar-remedios-para-curar-enxaqueca-destaca-estudo

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Musculação - Qual o Treino Ideal

Um dos maiores problemas na ciência do treinamento está em estabelecer a quantidade ideal de treino, sempre ouvimos perguntas como: "quantos exercícios devo fazer?" ou "quanto tempo devo passar na academia?". Invariavelmente a resposta é: "depende". Apesar de ser impossível estabelecer a série ideal para todas as pessoas em termos quantitativos (volume) e qualitativos (intensidade) pode-se ter certeza que o problema com o treino da maioria das pessoas é que elas simplesmente exageram na quantidade e pecam na qualidade. A velha máxima "quantidade não é qualidade" também vale a musculação.

Há décadas atrás os alemães já falavam em algo como "treino econômico" e observando o comportamento de alguns russos pode-se ver o que chamo de "treino racional", porém estes conceitos foram pouco valorizados mais ao leste onde a máxima capitalista do "quanto mais melhor" parece interferir também na sala de musculação. Devemos ter em mente que, caso seja necessário um grande número de séries para desencadear a resposta adaptativa, é porque o estímulo de cada uma destas séries é tão deficiente que são necessários vários iguais, para somados terem significância. Atualmente os treinadores mais conscientes e estudiosos manipulam as varáveis de modo que em poucos minutos é fornecido um estímulo eficiente para que a adaptação desejada ocorra. Esta nova tendência que chamo "abordagem qualitativa" prega que o aspecto quantitativo (volume) do treino só deverá ser aumentado quando for impossível manipular o aspecto qualitativo (intensidade). Esta abordagem vem para substituir o modelo antigo onde a primeira atitude do treinador, quando tinha que evoluir uma série, era acrescentar mais um exercício, e isso se repetia até alcançar números absurdos como 10 exercícios para cada grupo muscular.

Ao examinar os treinos atuais verifica-se que normalmente se executam de 4 a 5 exercícios para cada grupo muscular, com 3 a 4 séries por exercício. Levando em conta que normalmente são treinados dois grupamentos por dia, chegaríamos a 40 séries diárias!! Treinos com volumes tão elevados dificilmente poderão ter intensidade alta, por mais que você ache difícil executá-los. E se houver uma tentativa de utilizar métodos para intensificá-lo provavelmente seria atingido um quadro de overtraining.
Na prática

Há diversas pesquisas que obtiveram ótimos resultados com volumes baixos de treino. Vale destacar a publicada no Journal of Conditioning Strength Research em 1997, onde OSTEBERG et al realizaram um estudo comparando os resultados obtidos com treinos de volume semanal igual a 3, 6 e 12 séries e não foram encontradas diferenças significativas entre os protocolos. Ao final do estudo não houve diferença entre os ganhos de força nem de massa muscular. Detalhe: o estudo foi feito em indivíduos com mais de 4 anos de musculação.

Pessoalmente tenho verificado que treinos com volume de 12 séries semanais (seis séries por sessão de treino) são suficientes para os músculos grandes do tórax (peito e costas), podendo ter mais séries para os músculos da coxa e menos para bíceps e tríceps, se realmente for necessário treinar os músculos pequenos. Isto implica que treinos com duração de cerca de 25 minutos podem ser eficientes para obtenção de ótimos resultados.
Quantas séries são necessárias?

Atualmente tem ocorrido um briga intensa entre os adeptos de treino com volume alto e os que pregam volume baixo. O volume alto tem defensores ilustres como William Kraemer e Steven Fleck, mas não se iluda com a palavra "alto", pois os treinos propostos por estes autores têm em média 25 séries por dia, dividido em duas sessões (double split), o que é considerado baixo para muitas pessoas. No outro extremo estão os adeptos do HIT (high intensity training) que usam volumes de 1 a 4 séries por semana!! Um volume tão baixo é compensado com técnicas de intensidade insuportáveis para a maioria das pessoas. Ainda não há como comparar os dois modelos, pois os estudos têm mostrado resultados controversos, ora dando vantagem a um, ora a outro. É interessante ter um profissional capacitado para acompanhar e estruturar seu treino, alternando entre as duas propostas.
Conclusão

A musculação possui inúmeros métodos e diversas formas de controlar as variáveis, dentre todas elas, a última que deve ser usada é o aumento do número de séries. Antes disso deve-se sempre tentar melhorar a qualidade do treino. Normalmente, tenho observado ótimos resultados com treinos de hipertrofia de 6 a 9 séries por grupamento muscular em cada sessão de treino, intensificando-o racionalmente de acordo com o objetivo a ser alcançado e a condição do aluno. Um profissional qualificado saberá como e quando usar a estratégia correta para potencializar seus resultados, diferente de um mal professor que aumentará o número de séries totais e/ou mudará o exercício cada vez que você pede para alterar seu treino.
VEJA: http://fabyoesporte.blogspot.com/2011/10/intercambio-escolar.html
Professor: Fabio Rodrigues Referência Bibliográfica
OSTROWSKI, K.J., WILSON, G.J., WEATHERBY, R., MURPHY, P.W., & LYTTLE, A.D. (1997). The effect of weight training volume on hormonal output and muscular size and function. Journal of Strength & Conditioning Research, 11, 148-154